Ela abriu os olhos. Abriu num sentido inato como se fosse a primeira vez. Nada de desvios e sorrisos falsos para a vida enormemente armada. Assim, monstruosa por dúvidas e completa por medos cruéis.
Abriu os olhos como se a vida lhe escolhesse; Como se o sol a lambesse; Como se a lua a movesse.
Abriu os olhos, embaralhada pelos sonhos; Embrulhada pelos tons; Incrementada pela luz.
Mesmo assim, o coração em desespero, quase num súbito entrou num desespero cruel; Transformou-se em máquina progredida e disfarçada em desejos meramente bons. Novamente em desespero para sair pela boca. Podendo, assim, num abrir de olhos, cruzar além do que poderia. Ser criança e ser menina; Ser tinta e ser escrita. Para além do que era do que será, contornar as linhas de uma imaginação que surpreende-se ao olhar. Assim, pedaços de alucinações em círculos entreabertos, revigoram o poder de chorar-se em desalento. Este poder em viajar-se em si e reviver-se em outra.
Assim, ela abriu os olhos na esperança de sorrir. Ela abriu os olhos na esperança de sentir. Ela abriu os olhos na esperança em não cair. E, nessa louca viagem em si, descobriu-se amante mal amado; E nesse espaço de tempo seus olhos chorados, lacrimejaram. Assim, novamente, ela fechou os olhos na esperança de não abrir. Ela fechou os olhos sem motivos para sorrir.
quarta-feira, 13 de março de 2013
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