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terça-feira, 19 de março de 2013

Palavras ca(i)dentes.

Noites escritas num simples e pequeno pedaço de papel. Nem papel, nem caneta. Nem tinta, nem sorriso, nem lágrimas, nem lua. Um nada esvaziado de um tudo caquético. Mancando de pernas que sustentam o sono mal dormido. Perdida em algum lugar que nem existe. Existe, ora ora, entre os gemidos escritos nessa noite sem caneta e sem papel. Tudo entre linhas imaginárias e, que coisa, todas retas e uma ao lado da outra. Sem garranchos, sem apagões, sem rabiscos (...) sem vida. Num formado ladrilhado, vestindo o tempo em vestes azul-turquesa. Como estás, tempo perdido? Colorido em preto e branco. Mas os pés soltaram-se das palavras que me caem sem motivos, ou, com algum motivo doentio que me faz enlouquecer de vida vazia. Cruzei meu céu perdido, correndo entre os raios que chocam-se no silêncio. Mas por que, silêncio? Estou tão firmemente procurando-te ao meu lado que nem sei o porquê de querer comparar-me a ti. Que triste ... palavras me caem sem que eu possa pegá-las (...) assim como os grãos da areia em minhas mãos (...) assim como a vida que me é retirada junto do ar. Estou aqui, vida, podes retirar-me daqui.

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