Eu gosto dos teus olhos brilhantes. Gosto do teu sorriso iluminado. Gosto da tua boca carnuda; Do teu cheiro perfumado. Sinto que sou tua menina, às vezes, quase sempre, tua mulher. Acometida nos teus braços macios, no desejo, no ardor que não achei em qualquer. Não são palavras o suficiente, não sei bem, não sei o que saber (...) Sei que quando cai a noite eu só quero você. Contudo, jogo-me em teus braços, para assim, ouvir de tua boca cálida o som do amor. Porém , nenhuma rima, nenhum verso, nenhuma melodia pode dizer-te: Dizer-te o quanto eu te quero e te desejo ao anoitecer. Por isso, minha mulher, não mais penso em chamar-te de menina. Talvez quando entristece em meu colo, acometida em lágrimas pueris. Minha menina, tão menina e tão minha mulher. Quando a noite chega, o mundo torna-se um uivo de lobo numa noite qualquer. A lua, tão minha lunática, ilumina nosso corpo, transformando-os em tão completa arte. E nessas tuas mãos macias, dou-me com toda a alma, assim, podes cuidar e amar todas as minhas partes. Eu te amo e quero te amar. Quero ser a tua mulher, navegar nesse teu mar. Fazer amor diante da chuva, da lua, do calor. Molhar-nos com o suor de nossos corpos que trazem-nos ardor. Paixão movida a amor, nossos lábios finos e nossas mãos pequenas misturam-nos ao poder que tem nosso coração.
segunda-feira, 11 de março de 2013
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