quarta-feira, 13 de março de 2013
Pena de escrever.
O silêncio assume esta noite mal chorada. A lua esconde-se entre as nuvens que, essa hora, já adormeceram. Restou apenas a mim, o silêncio do vento e a sombra de minha caneta falhada. A tinta não me é eterna; Eterna (...) Assim como o sorriso não é nada transparente essa noite.Contudo, em linhas avermelhadas escrevo meu pranto. E, gostaria de ter agora um pedacinho de pena que pudesse desenhar meu abandono. De uma pena; Pena qualquer de uma águia que lhe voa. Pena do canário que em gritos em sua gaiola o ecoa. Pena da pena do perdedor; Pena do perdedor que não merece pena. Pena de mim que pena o que sou. Pena de pensar o vazio em que estou. Pena de chorar o vazio desta noite. Pena de ler o verso escondido que me sobrevoa. Pena de sentir-me exagerada por estar aqui; Pena de lamentar o quão de sentidos me é destroçado.
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