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quinta-feira, 2 de abril de 2015

Coração.

Diga-me, apenas nestas linhas tortas, qual o propósito desta angústia, coração? Apenas olhe em mim o reflexo ansioso de pesares combatidos fracassadamente. Porque ao lado da dificuldade aparece me palavras tão sem sentido e dolorosas que, depois de prontas, encharcam me de pingos de ressentimento? Porque está noite, coração? Porque estas imundas noites? Estas que arrancam minha pele para fora e encharcam me de palavras vomitadas. Porque a dor, coração? A angústia (...) porque a ânsia de estar aqui, coração? Realmente, é você o dono por essa falcatrua desumana para comigo? E por que estas linhas só se movimentam se a dor invadir meus olhos e minha carne e minha pele e minha alma? Porque?

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