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quinta-feira, 2 de abril de 2015

Neste dia.

O que fazer quando seus olhos já estão inertes ao temporal e suas mãos congeladas pelo tempo? O que deferir ou o que definir sobre esta profunda nostalgia de se me ser assim (...) tão carente, des (contente), arremessado, pouco dito, jamais falado, nunca havido. Porém, meço me as palavras para julgar minha insensatez ao proferir minhas dores de júbilo. Meço minha dor ao referir me ao que sou frente ao espelho - aquele de décadas - qual cola e despedaça todas as vezes que o ar sai de mim de forma pesarosa, desconfiado. Ora, o que fazer com esse eu que tanto julga a mim própria com ilusões irreais e proféticas? Com o que caminhar se minhas pernas já não conseguem levantar e meus joelhos está caídos frente à face dolorosa e dolorida de ser eu? Quantos porquês terei que retribuir à mim mesma se nem respostas sobre mim sei? Se a angústia toma conta das minhas palavras e tornam-se verdades escritas numas linhas imundas de saberes malcriados e mal definidos. E se eu parar agora para respirar e sem escrever esses pesares dolorosos como irei continuar arfando ao vendo meus lamentos e energias que precisam se desprender da minha mente e/ou do meu coração? Se minha respiração não quer parar de confundir se com os lamentos feitos por mim neste dia. Neste dia!

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