O que fazer quando seus olhos já estão inertes ao temporal e suas mãos
congeladas pelo tempo? O que deferir ou o que definir sobre esta
profunda nostalgia de se me ser assim (...) tão carente, des (contente),
arremessado, pouco dito, jamais falado, nunca havido. Porém, meço me as
palavras para julgar minha insensatez ao proferir minhas dores de
júbilo. Meço minha dor ao referir me ao que sou frente ao espelho -
aquele de décadas - qual cola e despedaça todas as vezes que o ar sai de
mim de forma pesarosa, desconfiado. Ora, o que fazer com esse eu que
tanto julga a mim própria com ilusões irreais e proféticas? Com o que
caminhar se minhas pernas já não conseguem levantar e meus joelhos está
caídos frente à face dolorosa e dolorida de ser eu? Quantos porquês
terei que retribuir à mim mesma se nem respostas sobre mim sei? Se a
angústia toma conta das minhas palavras e tornam-se verdades escritas
numas linhas imundas de saberes malcriados e mal definidos. E se eu
parar agora para respirar e sem escrever esses pesares dolorosos como
irei continuar arfando ao vendo meus lamentos e energias que precisam se
desprender da minha mente e/ou do meu coração? Se minha respiração não
quer parar de confundir se com os lamentos feitos por mim neste dia.
Neste dia!
quinta-feira, 2 de abril de 2015
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