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quarta-feira, 8 de abril de 2015

Luarada de solidão.

Pretendo aqui, aqui, descrever meus sentidos: com as pernas para o vento ganho este espaço. Crio e recrio estes sentimentos aflitos. Iluminada pela lua reciclo minhas palavras ponderadas: sou espanto, sou calor. Nesta noite de solidão escrevo aos céus. Escrevo à lua. À alguém. Alguém senão eu. Quem mais? Nesta luarada de loucuras me pego às avessas pois esta noite sou réu. Sou louca, sou eu. E escrevo sem pesar mas pesadamente. Escrevo para a solidão. Sou solidão. Ah! Mas que saudade (...) vieste visitar-me hoje? E vestir-me de murmúrios lamentados? Esperei-te a tempos e, você está aqui e, tão mais descreve estes sentimentos.

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