Havia uma princesa
Dentre os candelabros enrijecidos
Pedindo para Deus
Um perdão inexpressivo.
Via além; Do alto da montanha
Seu destino já traçado
Sua vida entre montes
Seu mundo tão parado
Foi amante, prostituta, apaixonada
Naquela vida assombrosa
Em que o encanto tão sonhado
Não era mais nem cor de rosa;
Via dentre espelhos quebrados
O vai e vem de sua alma
E, dentro dos seus olhos
A pobreza não amada
Se pudesse gritar
Mas além gritaria
Transformaria a vida de fumaça
Em completa alegria
Mas, o tempo tão injusto passou
Como a vida passa em filme
Naqueles olhos tão sombrios
Um poder entristecido
Pedia a Deus; Um qualquer Deus
Para livrar-lhe da dor
E, no escuro da noite
Ajoelhou com fervor:
- Pai, grande pai, ajude-me
Não há nem mais força
Não há nem um sorriso
Nem um, nem outro.
Esbravejou, gritou, gemeu
Mas nada naquela redondeza
Logo, aconteceu.
Com lágrimas de sangue
Fechou os olhos
E, a princesa tão sonhadora
Logo, empalideceu.
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário