Tudo o que vejo, se transformou em nada
Assim como o inútil grito de socorro
Um desvaneio, um desconforto.
As palavras me sambam entre as estrelas
Numa bruma de correntes escurecidas
Posso sentir o calor do vento
Nos candelabros esquecidos.
O sangue pulsa em minhas artérias; A lua está fininha
Meus olhos tão avermelhados.Tão aborrecidos
São prazeres encarcerados. Mutilados. Denegridos.
As nuvens então se encontram. Se batem. Se amam
Como meus lábios em teu corpo.Como um fogo
Enlaçando na tua chama.
E,nesta hora, um pavor tão acometido
A noite é tão intensa; Mas meu prazer
Ocultado. Escondido.
terça-feira, 10 de maio de 2011
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