terça-feira, 10 de maio de 2011
Medo
Que lugar é esse onde não consigo respirar? Onde minhas vísceras se quebram e o meu sangue jorra de meus olhos. Que aperto tão aflitante que me pega pela mão e convida-me a dançar entre juras e promessas de amor. Que promessas que saem de um ser que chamo de eu e desagua na realidade que chamo de você. Não são lágrimas. Apenas lágrimas de um sangue manchado. Viciado pelo teu amor. Criado pela paixão dos teus olhos. Diga-me para não segurar meu corpo quando lhe vejo. Deixe que minha garganta arranhe com as palavras que lhe digo e me sufoque entre exageros e ciúmes. Vida ou morte. Não me deixes aflição, prefiro que me encontre com a morte de um interior inerte ao medo, sem vazio ou solidão.
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