quinta-feira, 27 de maio de 2010
E eu me perdi de novo dentro de mim.
E ali estava eu. Firme e ao mesmo tempo tombando em minhas próprias verdades. Me deparei com a escuridão das altas montanhas que estabelecem o que seja certou ou errado. Deixei o vento bagunçar meus cabelos e deter grande parte de minhas lágrimas que consequentemente caíam ao chão , correndo e alcançando os rios que sinuosamente percorriam meu olhar. Diante de mim aparecera figuras tenebrosas que invadiam minha mente, percorriam meu sangue e paralisavam meus sentidos. A águas pintadas de vermelho desbotado inquietava se ao silêncio que havia se formado diante de minhas ilusões. Os lineares contornos dos rios que alcançavam meus pés predestinaram o aparecimento dos fantasmas diante de minha carne que se despedaçara a cada segundo que passava e caía ao chão. Os gritos se misturavam com as risadas vindas de dentro da mata verde e da montanha gigantesca que começara engolir minhas verdades, ou minhas mentiras. Logo eu, que sempre estive diante de minhas próprias decisões e de meus próprios sonhos, me peguei perdida dentro de mim, dentro de um pedaço de mim. Havia se tornado uma busca imprevisível pela liberdade que tentava se formar dentro de minha alma. O rio ainda despencara diante de meus olhos, brotando as trevas da corrente que talvez conseguisse me levar. E a inquietação de meus olhos ao sentirem o pavor que era lançado ao vento, acabaram por definitivamente levando minhas lágrimas embora. E secou diante do vento que pairava sobre minha face. Era impossível achar meu lugar diante de tanta inquietação do meu próprio ser, porque eu não sei o que existe dentro de mim, ou talvez saiba e não consiga mostrar. Por isto, escrevo. Escrevo para sentir o despir das águas que tocam meus pés, e dos orvalhos camuflados na floresta que começara a engolir meus passos .
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário