O fim do caminho estava diante de meus olhos e eu tentava apenas perceber o sol que se lançava diante de mim naquele triste dia . As águas que tocavam meus pés irradiavam os sons vindo dos altos picos das montanhas. Eu me vi perdido. Um belo horizonte se formando, e meus passos ficando para trás, se misturando com a morte, com o sinuoso contorno das margens do rio. Estou um pouco perdido.
No mais súbito susto me vi acordando, meu corpo então encontrara os restos das águas dos rios que acariciavam meu corpo, e que na verdade eram apenas lágrimas. A noite me tomou pela mão, caí no meu abismo e o resto de antemão. Escrevi cada verso em meu caderno para lembrar daquele sonho, e dentro de mim me vi escurecendo a ponto. Encontrei grande parte de mim naquele rineirão, e os peixes pulando mostrando que a vida existe e se propaga sem opção.
No acordar do sonho me vi ainda mais perdida, como um caco de vidro cortei minha vida. Nos soluços reencontrei o arfar dos ventos, e me levaram para longe me fazendo caminhar. Mas areias molhadas que me faziam cócegas, eu me vi novamente diante do mar. E o vento ventando me levou embora daquele lugar, eu tentei adormecer novamente e tentar sonhar. Encontrei então o fim do caminho ao qual eu tanto estava a procurar. E no fundo do poço eu deixei minha vida desabar.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
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