terça-feira, 18 de maio de 2010
Ela era uma menina. Ela era uma mulher.
Ela era uma menina. Vivia na mais medonha escuridão das trevas. Não sabia o que era o amor, ou talvez sabia. Talvez sabia tanto que por tê lo perdido deixou de saber o que era, ou o quanto era. Ela era uma menina. Mais tarde tornara- se uma mulher. Uma mulher sem amor, sem paixão. Uma mulher fria, covarde, insegura e sem opinião. Tudo para ela, era besteira, tudo era questão de fraqueza. Mas ela era forte, ou talvez achasse que fosse forte. Até que um dia encontrou um alguém. Esse alguém continha amor, ódio, paixão e sentimentos que haviam desaparecido dentro da mulher. Ela achou uma outra mulher. Era estranho achar uma mulher que completasse outra da forma como as duas se completavam e então pela primeira vez haviam lágrimas de felicidade e de dor caindo pela face daquela mulher fria e aparentemente forte. O que o amor não consegue mudar? Porque precisa haver preconceito se todo o tipo de amor pode ser válido? Ela acreditou no amor, e eu acreditei nela. Eu via lágrimas em seu rosto e acreditei que podia amar também. Vi além da matéria, e vi além de seus olhos brilhantes e perfeitos. Percebi que o vazio gritava dentro de mim para sair, e entrar então a segurança de ter um amor completo, livre de preconceito, livre de opiniões e críticas.
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