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domingo, 16 de maio de 2010

Eu gritei!

Mergulhei no mar. Ele olhava para mim e as gotas da água misturadas com a chuva faziam com que meus olhos se inchessem de lágrimas, que caíram logo depois , misturando a areia gelada que tocava meus pés. Eu gritei. Gritei para fazer com que alguém pudesse ouvir meus pedidos de socorro. Mas estou apavorada, ninguém veio me salvar. Seria porque eu apenas gritava para mim mesmo, e eu mesma não consigo me salvar? Talvez seja. As águas traiçoeiras me puxaram e meu corpo caiu em constante atribulações comigo mesmo, e então meu corpo se afogou entre lágrimas, chuva e água salgada. Eu gritei. Ninguém me ouviu e ninguém conseguiu me socorrer, nem eu mesmo. A lua brilhou tão intensamente que meus olhos antes de se fexarem brilharam e misturaram as lágrimas e os gritos de dor em puros gemidos que foram levados com o vento. Talvez tenham chego ao fim de algum lugar ou atrás de alguma colina. Mas eu gritei. Gritei e me afoguei dentro de mim mesma. Encontrei a morte da minha alma, a morte dos meus olhos e a morte da minha carne. Só não sabia que a morte era tao prazerosa, pois ela foi a única com a capacidade de acabar definitivamente com a dor que aumentava dentro de mim.

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