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terça-feira, 7 de maio de 2013

Alguém?

Eu chorei; Chorei em desalento quando as mãos quiseram-me dar Adeus. Pouco sei sobre mim, todos devem saber. Muito sei sobre a solidão. A felicidade, se tão real fosse, seria e não estaria aqui. Mas o tempo passa ... Junto revela meus passos escorregadios. Mas eu choro. Choro em pranto, em desalento, em desespero. Lá fora está o mundo e aqui dentro, está o princípio dessa minha morte tão real. Não queria fincar meus pés no chão.Assim, voltei para essa realidade tão difícil. Mas vou fechar meus olhos. Pena que terei que abri-los quando a manhã chegar. Mas e se (...) a manhã não chegar? Talvez a minha força seja pequena o suficiente para conseguir contornar meus gritos desesperado de dor. Assim, meu corpo implora para que gemidos de dor não saiam mais. Isso mesmo! Se bem que gemidos transformados em silêncio fazem parte de minha noite. Eu não queria mais vida ... Talvez por ser tão diferente e não saber ser. Talvez em não encontrar o que eu preciso ser. Mas eu, nessa tremenda ousadia, queria não estar mais aqui. Pena que não tenho coragem de fazer ... Sem ninguém que enxugue algumas lágrimas de sangue. Aquele beicinho pedindo beijinho. Aquele corpo pedindo abraço. Num completo vazio me desmancho nesta noite mal vivida. Neste dia tão infame, minhas lágrimas correm desesperadas pelo meu rosto que já consegue ficar inchado. Pois não, eu quero apenas o silêncio, ou mesmo, apenas o barulho dessas teclas que misturam-se com o tic tac daquele relógio da escrivaninha. Meu corpo adormece molhado, pena que não é de chuva. Nada mais hostil que lágrimas criadas por (in)felicidades que apavoram o meu corpo. Eu não queria chorar, mas chorei. Eu não queria viver, mas vivi. Eu não queria respirar, mas respiro.

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