Minhas
mãos corroboram o sentido da verdade
Inútil –
engraçada – desesperada
Diante do
sorriso morto
Fincado,
cravejado, arrepiado.
Numa
pontinha de mentiras
Desmancho-me
em véu
Como uma
princesa viva
Descendo,
subindo, caindo.
O vento a
levou – levou-me, talvez.
No
escurecido quarto hostil
Criado e
escondido
Protegido,
pretendido, crescido.
Prestem
bem atenção,
Eu sou o
tempo que passa a toa
Sou a
verdade que mentira fora
Sou o
pedaço amassado de pão.
Pois em
linhas tortas me escrevo
Sem
vírgulas e/ou respiração
Levando a
verdade morta
Aos que
retiraram minha mão.
A caveira
enalteceu
Sem pudor,
sem amor
A
princesa, enfim, cresceu
A mentira
criou,
Falhou.
Parar-me-ei
por aqui
Diante de
minhas linhas
Nada sou
de verdade
Nada és
de mentira


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