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terça-feira, 7 de maio de 2013

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Tem vezes que existir não é muito confiável. Por isso, esta noite, silêncio, sou sua, apenas sua. Abrace-me pelo pescoço e não deixe-me respirar. O vento, o amanhã e o sorriso não me são reais. Vivo de dores mal fundadas e cortes profundos. A felicidade nem é ...

Um comentário:

  1. Saudades!
    Não sei se já conheces, mas teu texto lembra-me o meu poema Bálsamo.

    Bjim


    BÁLSAMO
    ©Flavio Lanzarini abril 2009

    “minha ferida existia antes de mim,
    nasci para encarná-la”
    Joe Bousquet

    O
    corpo
    teu
    é bálsamo
    que cura
    minha alma aberta
    ferida
    a estilete
    em cortes profundos
    que não se veem
    senão
    quando bem perto
    a roças
    com tua pele
    salgada
    entre sons e gemidos
    e os sentidos
    prenhes do cheiro
    de suor e sêmen
    destilam-se
    por minhas entranhas
    cicatrizando
    tudo.

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