Tem vezes que existir não é muito confiável. Por isso, esta noite, silêncio, sou sua, apenas sua. Abrace-me pelo pescoço e não deixe-me respirar. O vento, o amanhã e o sorriso não me são reais. Vivo de dores mal fundadas e cortes profundos. A felicidade nem é ...
Saudades!
ResponderExcluirNão sei se já conheces, mas teu texto lembra-me o meu poema Bálsamo.
Bjim
BÁLSAMO
©Flavio Lanzarini abril 2009
“minha ferida existia antes de mim,
nasci para encarná-la”
Joe Bousquet
O
corpo
teu
é bálsamo
que cura
minha alma aberta
ferida
a estilete
em cortes profundos
que não se veem
senão
quando bem perto
a roças
com tua pele
salgada
entre sons e gemidos
e os sentidos
prenhes do cheiro
de suor e sêmen
destilam-se
por minhas entranhas
cicatrizando
tudo.