Tudo está errado. Sim, está tudo errado. Que mania feia de esconder-me num meio que não é meu. Que mania feia tenho de escrever sobre mim em linhas tão tortas e tão submissas. Ai ai, digo novamente que tudo está errado. Esse caminho está tão (...) Deixe-me ver. Torto! Estou toda torta. Toda feita de sorriso meio complicado. Feita de lágrimas meio escandalizadas. Feita de poeiras meio molhada. Estou assim, um minuto se quer tendo a consciência de quem sou. Na verdade, não posso dizer quem eu sou. Na verdade, não posso porque nem eu mesma sei. Podem entender isso? Lembrem-se que estou em caminhos tortos. Linhas tortas, para ser mais exata. Nada de lágrimas, pelo menos por hoje. Já estou em repleta de furos enigmáticos dentro de mim. Sim, isso mesmo. Estou caindo para o lado em que não posso segurar-me de maneira nenhuma. Queria, ao menos hoje, decifrar os pavorosos monstros que vira e mexe reviram dentro do que chamo de mim. Que coisa estranha, estou num caminho que não entendo e não encontro. Isso mesmo! Não me entendo agora. Estou tão errada - mesmo sem saber o que é ser errada - por isso, queria sumir um pouquinho de dentro de mim. Fechar os olhos, assim, queria apenas fechar os olhos e dormir sempre. Sempre (...) para um sempre determinado pelas ousadia do tempo. Ele, tão encarregado em mostrar-me o que eu sou, desvia-me do presente parecer. Assim, apareço-me num ponto de escuro. Atrás das montanhas que eu sempre criei. Atrás dos pesadelos de que nunca acordei. Atrás de mim, escondida em mim. Preciso libertar-me de mim.
terça-feira, 7 de maio de 2013
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