quarta-feira, 15 de maio de 2013
Ilusão.
Chama-me de águia. Grita-me; Suspira!. Estou perto dos teus braços e dos teus olhos brilhantes. Num conto de fadas anestesiantes. Num lugar de sonhos que me delira. Encanta-me. Balança-me. Pode chamar-me de solidão (...) Chamar-me de algo que nem, se quer, sabe o nome. Pode gritar-me em suspiros; Podes trazer-me em chamas derradeiras e que queimão-me as mãos. Podes, agora, segurar essas minhas mãos? Creio que sejas capaz de suspirar em meus ouvidos a sua corrente fina despejando perdão. Não me intimidam essas suas exclamações em forma de versos e esses seus poderes em forma de magia. Pode chamar-se de tempo, mas esse relógio está quebrado. Chama-me de ousadia, assim, estarei entre a loucura, a ilusão e a realidade.
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