Esta noite sou apenas eu. Apenas eu. Talvez com o coração
pequeno demais para respirar em intensidades normais. Desastroso, Desesperado;
Desanimado. Retraído demais para
chocar-se entre os lindos e perfumados campos dos sonhos. Mas, esta noite, nem
ele mesmo gostaria de estar comigo. Na verdade, nem eu mesma quero estar
comigo. Por isso, estou de olhos fechados. Pode ser que ninguém acredite – não precisa
acreditar mesmo - meus olhos não consegue
abrir por muito tempo. Talvez seja essa minha vontade de não estar aqui.
Verdade, essa verdade de vontade de voar para longe. Voar? Talvez. Talvez nem
saiba o que posso fazer nesse meio tempo de vida. Na realidade, prefiro não
estar mais aqui. Meus olhos me são infiéis; Meu ouvidos me são traidores; Minha
boca não mais é minha amiga. O mundo virou-me as costas quando decidi ser
feliz. Que engraçado. Torpe demais para ser levado a sério. Escandaloso demais
para estar em algum âmbito relacionado ao certo. Ora, ora. Meus queridos (...)
Não mais aqui poderiam sentir que a vida é pequena. Curta. Toda
quebradinha. Não p
ensem que estar aqui
não me é um sacrifício. Às vezes, quem sabe, eu não consiga chegar ao lugar das
normais fundamentadas em conceitos que são todos certos. Na verdade, estão todos
certos. Eu estou completamente errada em tentar ser feliz. Bom, conhecendo esse
ponto de vista no qual eu entro, posso realmente dizer o caminho da felicidade?
Mas não, não posso. Sou diferente de você e isso afeta o seu sorriso. Sou
diferente de você e isso afeta seus princípios. Estaria eu, pedindo para que
não me coloques no caminho do certo? Entre meios termos dos quais ninguém
estava perto para discernir ... O certo e o errado caminham de mãos tão
grudadas que não sei diferenciar em qual caminho estou. Você sabe qual o
caminho certo? Só um momento, antes que me responda. Gostaria de saber quem
ditou o certo e o errado. Se a sua resposta for Deus ... Diga-me porque o certo
e o errado lhe constrangem tanto a ponto de destruir o sorriso de outro por
achar que tem em suas mãos esse poder. Desculpe ... o Deus em que acredito,
acredita em minha felicidade. Sabe, Deus?! Gostaria de saber porque me trouxe
aqui. Gostaria de saber porque deu-me todas essas coisas se nada posso fazer.
Esse todo que eu tenho dentro de mim que nada dialoga com o certo dos que lhe
seguem. Desculpe-me. Eu não gostaria mais de estar aqui. Gostaria que pudesse
me levar esta noite ... Se não puder nesta, espero amanhã, quem sabe. Se puder
agora e quiseres trazer-me de volta, estou a sua disposição. Afinal, sou tão
inteiramente sua que já dizem que preciso seguir o que foi escrito com as mãos
dos que estiveram ao seu lado. Ora, meu Deus. Se estou tão errada a ponto de
ganhar desprezo, porque trouxe-me aqui, sem fim? Gostaria de finalizar a minha
hospedagem nessa terra? Gostaria de fazer um pedido, se pudesse. Gostaria de
ver pela última vez a lua. Aquela com quem a companhia me fez sentir tão
lunática. Então, gostaria de fazer uma carta de despedida a todos aqueles que
me acham errada. Se bem que, eles sabem que sou tão errada que não deveria
estar aqui, na verdade. Pode ser (...) Eu espero que leve-me entre as suas asas
(...) As minhas eu cortei e joguei pela janela. Eram brancas e estavam tão
sujas de sangue que resolvi descarta-las de minhas costas. Desculpe, para que
deu-me asas se não pude usá-las um minuto se quer? Elas estavam manchadas de
suor, sangue e lágrimas. Junto, foi aquele espelho que acompanhou a minha
fraqueza. Junto foi a respiração que não aguentou um minuto se quer. Junto
foram os sorrisos tão errados no meio de tanta gente que detêm a coisa certa. Eu até tentei voar no começo, mas, infelizmente, cortei minhas asas.terça-feira, 7 de maio de 2013
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